Precious metals registraram queda histórica em 30 de janeiro, com o ouro recuando mais de 12% e chegando a patamar próximo de US$ 4.682 a onça, e a prata com queda intraday de até 36%, segundo a Bloomberg. O movimento ocorreu em meio à nomeação de Kevin Warsh para presidir o Fed pelos EUA.
A venda acelerou por ajustes técnicos, venda forçada e chamadas de margem, à medida que posições alavancadas se desfizeram. Empresas de mineração tiveram perdas expressivas, com Newmont, Barrick Gold e AngloGold entre as maiores quedas. O índice de força relativa do ouro sinalizava sobrecompra nos últimos dias.
Paralelamente, o Bitcoin caiu para um piso de US$ 82 mil, em meio a ajustes de política monetária e fluxos de ETFs de criptomoedas. Analistas destacaram cenários distintos para o ativo digital frente ao movimento de metais, com dúvidas sobre a trajetória futura de curto prazo no mercado cripto.
Panorama dos metais e do Bitcoin
Especialistas apontam que a nomeação de Warsh gerou alta do dólar e pesou sobre os metais, mesmo com o fim de mês exercendo pressão adicional. O recuo dos metais ocorreu ainda após o ouro ter mostrado sinais de sobrecompra, sugerindo correção técnica.
Mercados de prata registraram a pior sessão desde 1980, com sessões de venda intensa nos contratos futuros. Entre os impactos, ETFs de prata reportaram um dia historicamente ruim, elevando a volatilidade no segmento.
No Bitcoin, analistas discutem caminhos paralelos e divergentes em relação aos metais, com alguns sugerindo que o desempenho da criptomoeda pode seguir regimes de mercado distintos. A leitura é de que o cenário financeiro permanece volátil e sujeito a mudanças rápidas.
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