A Cidade de Londres alerta sobre maior risco de demissão para mulheres que atuam em tecnologia e serviços financeiros devido ao uso crescente de IA e automação. O estudo aponta que mulheres experientes enfrentam exclusão por processos de seleção rígidos, que não consideram lacunas na carreira por cuidados familiares.
Segundo a City of London Corporation, candidatas femininas são preteridas por triagens de CV automatizadas ou rígidas, que desconsideram períodos dedicados a família ou apenas valorizam experiência anterior. O relatório avalia que mulheres em carreiras médias, com pelo menos cinco anos de experiência, são mais vulneráveis.
Impactos previstos e propostas
Estimativas indicam que cerca de 119 mil funções administrativas em tech e serviços profissionais serão substituídas por automação na próxima década, grande parte ocupada por mulheres. Requalificação de trabalhadoras pode evitar custos de redundância de até £757 milhões, aponta o estudo.
A pesquisa sugere que o foco de recrutadores passe a ser o potencial dos(as) candidatos(as), valorizando a adaptabilidade em vez de experiência técnica antiga. O documento aponta ainda que até 60 mil mulheres deixam vagas de tecnologia por falta de progressão, reconhecimento ou remuneração adequada.
Perspectivas regionais e ações
Dame Susan Langley, prefeita da City of London, defende investimento em capacitação para fortalecer equipes digitais e manter o Reino Unido competitivo em inovação. O estudo registra dificuldades de contratação que deixaram mais de 12 mil vagas digitais sem preenchimento em 2024.
A aplicação de políticas de requalificação é apresentada como caminho para reduzir o gap de talento digital. O relatório também destaca que aumentos salariais, por si, não resolvem o problema estrutural da escassez de mão de obra qualificada na área.
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