A Bunge informou nesta quarta-feira, 4 de dezembro, que espera lucro ajustado menor que as estimativas para 2026. A queda dos preços dos grãos e margens fracas no processamento de safras impactam a rentabilidade da empresa global de grãos. Também pesam tensões geopolíticas no setor.
A empresa, sediada no Missouri, aponta volatilidade nos mercados de commodities como fator-chave. A incerteza em políticas comerciais e de biocombustíveis tem dificultado decisões de negócios junto a agricultores e clientes. Esse cenário vem pressionando resultados desde o quarto trimestre.
O anúncio ocorre em meio a previsões de que cortes de renda para 2026 serão mais desafiadores. A Reuters informou recentemente sobre adiamentos de políticas de biocombustíveis nos EUA, que afetam planos de investimento e margens de lucro.
A Archer-Daniels-Midland, principal concorrente com atuação mais concentrada nos EUA, também indicou lucro ajustado abaixo das expectativas para 2026. A comparação recente reforça o clima de incerteza no setor de agronegócios.
Para o trimestre encerrado em 31 de dezembro, a Bunge reportou lucro ajustado de US$ 1,99 por ação, ante US$ 2,13 no mesmo período do ano anterior. O resultado ficou acima da estimativa média de US$ 1,81 por ação, segundo a LSEG.
A companhia projeta lucro ajustado por ação entre US$ 7,50 e US$ 8,00 em 2026. As expectativas do mercado apontam para US$ 8,71 por ação, refletindo a diferença entre as projeções da empresa e as previsões de analistas.
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