A Disney nomeou Josh D’Amaro como novo CEO, a partir de 18 de março, substituindo Bob Iger. O executivo com passagem pela divisão de parques e consumo assume em meio à complexa transição do conglomerado para o streaming e cinema, buscando equilíbrio entre parques e conteúdo.
D’Amaro chega após uma sucessão conturbada: Bob Chapek deixou o cargo em 2022, dois anos após assumir. O anúncio ocorre enquanto a empresa redesenha seu modelo de atuação diante de um mercado de mídia em mudança e maior foco em receitas diversificadas.
Estratégia de conteúdo unificada
Dana Walden, presidente de Entretenimento, passa a chefiar estratégia de conteúdo, com reporte direto a D’Amaro. O objetivo é alinhar narrativa, distribuição e anúncios entre plataformas, fortalecendo sinergias entre Marvel, Star Wars e demais frentes.
Receita dos parques como pilar
Parques, cruzeiros e resorts voltaram a superar US$ 10 bilhões em receita no último trimestre. A divisão física permanece como motor estável, com crescimento de visitantes nos parques dos EUA e aumento de receita internacional.
Esportes fortalecidos pela ESPN
A ESPN continua central na estratégia de mídia tradicional. A recente aquisição de direitos da NFL Network e do RedZone amplia as oportunidades de conteúdo esportivo e a monetização associada, segundo a visão interna do grupo.
Metas para streaming sob nova gestão
Disney contempla múltiplas plataformas: Disney+, Hulu e o serviço de streaming da ESPN. Decidir investimentos, ROI e migração de verbas de TV para digital será crucial, mantendo o equilíbrio entre custo e retorno para o portfólio.
Desafios de bilheteria e conteúdo de cinema
O desempenho de filmes da Marvel e da Pixar tem sido variável. Remakes como Branca de Neve e Tron: Ares não atingiram as expectativas, enquanto lançamentos como Zootopia 2 e Lilo & Stitch tiveram boa recepção. A competição com Netflix e Warner Bros. é uma pressão adicional.
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