A Automob, controlada pelo grupo Simpar e listada na B3, planeja consolidar o setor de concessionárias no Brasil. A estratégia foca na geração de valor dos ativos existentes, ganho de escala e eficiência, além de aquisições estratégicas.
Segundo o CEO Sebastian Los, o mercado se tornou mais competitivo com a entrada de marcas chinesas, o que pressiona montadoras tradicionais a se reinventarem para manter propostas atrativas. A empresa já opera quase 200 lojas de veículos leves, pesados e maquinário.
A Automob mantém um portfólio diversificado de quase 38 marcas e atua no segmento premium via Autostar, com BMW, Jaguar e Land Rover, entre outras. O objetivo é tornar-se o maior grupo de concessionárias do país com crescimento responsável.
Consolidação com foco em ativos
Los afirma que o plano de longo prazo é consolidar o setor, mas será feito de forma gradual e planejada, priorizando o valor dos ativos já existentes. A empresa pretende padronizar sistemas e estruturas societárias em aquisições para ganhar eficiência.
A empresa destaca que 80% das lojas já receberam investimentos recentes, incluindo retrofit e reformas. O foco atual é extrair mais valor desses investimentos, proporcionando experiência diferenciada ao cliente.
Além disso, a Automob ampliou a rede de centros de reparo automotivo para preparar veículos usados e novos. Quatro centros centralizam a preparação de cerca de 500 veículos diários, liberando espaço nas lojas para a venda, que é a linha de maior rentabilidade.
Expansão e presença de mercado
A Automob atua com lojas em microrregiões que se mostram relevantes para o negócio, apesar do share nacional estimado em 2,5%. A estratégia regional prioriza clusters geográficos, para reforçar posição em grandes cidades e capitais.
A empresa também investe no canal digital, com a plataforma seucarro.com e um centro de distribuição em Guarulhos para peças e vendas B2B. O projeto de distribuição está em andamento, visando ampliar o atendimento on-line e logístico.
O grupo Simpar, que controla ainda JSL, Movidae e Vamos, mantém as empresas operando de forma autônoma. Segundo Los, a estrutura comum facilita negociações com montadoras, preservando os interesses de cada companhia.
Entre na conversa da comunidade