Binance informou que seus ativos em endereços on-chain cresceram durante o que pareceu ser uma tentativa de corrida bancária, após uma onda de posts nas redes sociais pedindo aos usuários que retirassem recursos da exchange. A companhia havia pausado brevemente saques devido a problemas técnicos no dia anterior, em um episódio que durou cerca de 20 minutos.
A pausa nos saques gerou preocupações sobre solvência no mercado de criptomoedas, já sensível a ruídos de risco. A empresa comunicou que a falha técnica impactou saques, mas que equipes trabalharam na solução, com retorno dos serviços em aproximadamente 20 minutos.
Co-fundadora He Yi descreveu a campanha como um empurrão coordenado de certas comunidades. Ela afirmou não entender por que depósitos superaram saques durante o período e sugeriu que grandes saques entre plataformas funcionam como um teste de estresse para o setor. Ela também orientou usuários a adotarem autogestão de ativos, apontando Binance Wallet e Trust Wallet, além de opções de hardware wallet.
A fala de He Yi ocorreu após o debate público nas redes sobre o que houve durante a janela de campanhas de retirada. O tema ganhou espaço entre usuários, com alguns comparando a situação a falhas anteriores de grandes bolsas. Ela destacou que houve entrada líquida de recursos durante o intervalo.
Changpeng Zhao, co-fundador da Binance, refutou alegações de venda maciça de Bitcoin para explicar o recuo dos preços no fim de semana. Em postagens, classificou as acusações como FUD e afirmou que os fundos pertencem aos usuários da plataforma. Zhao também criticou a ideia de que poderia influenciar o ciclo do mercado apenas por mensagens públicas.
A exchange tem divulgado relatórios de transparência para conter desconfianças. Em janeiro de 2026, a Binance liderou o ranking de reservas entre bolsas, com quase 156 bilhões de dólares em ativos, conforme levantamento da CoinMarketCap, reforçando a posição da empresa como principal hub de liquidez do setor.
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