O HSBC estuda reduzir ou zerar bônus de parte de seus funcionários e endurecer a política salarial, alinhando-se a práticas de rivais de Wall Street. A medida pode envolver incentivos para saída de profissionais de baixo desempenho, sobretudo em banco de investimento e gestão de patrimônio, após a remuneração de bônus nas próximas semanas.
As informações indicam que a ideia ainda não tem decisão final e envolve profissionais em nível de diretor administrativo. Internamente, a direção busca refletir a visão do CEO Georges Elhedery, que quer tornar a remuneração mais parecida com a de seus pares americanos.
Esse movimento ocorre durante a reformulação do banco, iniciada em 2024, que incluiu o fechamento de parte das operações de subscrição de ações e de negócios nos EUA, no Reino Unido e na Europa continental, e a fusão de unidades de banco comercial e de investimento. A reestruturação levou à saída de executivos seniores.
Segundo o HSBC, a punição de desempenho terá papel central na remuneração, com foco na diferenciação por resultados. O banco afirma que a reforma visa tornar a organização mais simples, ágil e competitiva, mantendo o ganho de eficiência esperado em US$ 3 bilhões.
A remuneração total de bônus em 2024 ficou estável, em US$ 3,8 bilhões, refletindo menor pressão de pagamentos comparado a outros setores. Ex-funcionários de áreas estratégicas foram avisados sobre possíveis reduções nos pagamentos de bônus deste ano.
As informações sobre a possível mudança chegam num contexto de valorização das ações do HSBC desde a nomeação de Elhedery em 2 de setembro de 2024, com o banco mantendo posição de liderança na Europa. O desempenho, porém, fica aquém de bancos como Barclays e Standard Chartered.
O HSBC é a maior instituição da Europa por valor de mercado, estimado em cerca de £ 225 bilhões. A origem do banco remonta a 1865, em Hong Kong, com forte presença na Ásia e foco crescente no Oriente Médio, além do tradicional papel no comércio global.
Além disso, a companhia avalia opções para a unidade de seguros em Singapura. Em 2024, o grupo já vendeu negócios de seguros de vida no Reino Unido e na França, bem como custódia e private banking na Alemanha, como parte da reorganização.
A divulgação de resultados de 2025 deve ocorrer ainda neste mês, com o HSBC informando planos de continuidade no seu programa de desinvestimentos e ajustes de portfólio, conforme necessidade de foco estratégico.
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