O JPMorgan Chase, o Goldman Sachs e o Bank of America elevaram os bônus destinados a banqueiros e operadores em pelo menos 10%, refletindo um ano robusto para negócios de investimento e negociação. As decisões começaram a chegar aos gestores de nível médio nas últimas semanas, em típica temporada de premiações de fim de ano. As informações são de pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela Bloomberg News.
Segundo fontes próximas, os valores médios não capturam as recompensas mais altas para profissionais de alto desempenho nem as menos favorecidas para quem teve menor desempenho. O movimento confirma um ano de forte lucratividade para os três maiores bancos dos EUA, com lucro anual agregado já atinando o maior nível desde 2021.
A atuação de mercado foi favorecida pela volatilidade gerada por políticas econômicas e pela retomada de operações de fusões e aquisições após uma pausa induzida por tarifas no ano anterior. No comparativo anual, a receita conjunta dos negócios de banco de investimentodas três instituições somou US$ 25,7 bilhões, alta de 12%, enquanto a receita de negociação atingiu US$ 87,7 bilhões, alta de 16%.
Contexto de remuneração e cenário competitivo
Enquanto a indústria busca maior eficiência com o uso de inteligência artificial, há também foco na gestão de despesas e em estruturas de pessoal. Na Europa, o HSBC tem adotado postura mais contida em bônus, em linha com uma tendência de maior rigidez salarial em relação aos pares de Wall Street.
Representantes de Bank of America, Goldman Sachs e JPMorgan não comentaram o tema. O formato de bônus de fim de ano na banca de investimento costuma oscilar conforme ciclos de expansão e retração do setor, com ganhos de executivos e operadores alcançando valores expressivos em anos favoráveis.
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