Gucci teve queda de 10% na receita comparável no quarto trimestre, conforme a Kering divulgou, atingindo menos do que o esperado pelos analistas. A ação da empresa subiu até 14% no pregão em Paris, o maior ganho intradiário desde 2020.
Luca de Meo assumiu a direção do grupo em setembro, substituindo a antiga gestão da Gucci. A Kering também é dona da Yves Saint Laurent e da Balenciaga, com foco em reverter a desaceleração no consumo de luxo.
O lucro operacional recorrente da Gucci caiu 40% no ano, para 966 milhões de euros, acima das estimativas de 911 milhões. A companhia destacou reduções de custos como parte de um plano de melhoria de margens.
A Kering informou economias sustentáveis em 2025, incluindo o fechamento de 75 boutiques. Francesca Bellettini continua à frente da Gucci, enquanto o grupo planeja ações rápidas de transformação.
A demna, designer da Gucci, fará o desfile de estreia no final deste mês, na semana de moda de Milão, evento que deverá impactar a percepção da marca. A área de bolsas teve desempenho positivo no último trimestre.
A empresa anunciou ainda a venda do negócio de beleza para a L’Oréal, por 4 bilhões de euros, para reduzir o endividamento e financiar operações. A transação deve ocorrer até o primeiro semestre.
Com esses movimentos, a Kering sinaliza um 2026 dedicado ao crescimento e à melhoria de margens, em meio a um ambiente de luxo ainda desafiador segundo o grupo.
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