Paul Thwaite recebeu um pacote salarial de 6,6 milhões de libras para 2025 na NatWest, consolidando o maior pagamento para um CEO do grupo desde o ex-presidente Fred Goodwin, à frente da instituição antes da crise de 2008. A remuneração acompanha a conclusão da privatização do banco no ano passado, elevando o teto de bônus.
Antes, Alison Rose recebeu 5,2 milhões em 2022, enquanto Thwaite substituiu-a em 2023 após a controvérsia com Nigel Farage sobre encerramento de contas. O histórico coloca Thwaite como o chief executive com maior ganho desde 2006, quando o banco ainda era o Royal Bank of Scotland.
Detalhes da remuneração
A composição inclui salário de 1,1 milhão, mais 1,1 milhão em “fixed share allowance”, benefícios de pensões e demais parcelas, totalizando um bônus de 4 milhões. O bônus anual é de 1,5 milhão, alta de 68% em relação ao ano anterior, com 2,5 milhões vinculados a um esquema de longo prazo.
Desempenho e contexto financeiro
A NatWest apurou 7,7 bilhões de libras em lucros pré-impostos para 2025, 24% acima de 6,2 bilhões em 2024. O banco também elevou o pool de bônus global em 10,8%, para 495 milhões de libras, o maior desde 2013, quando o valor ainda refletia a crise financeira.
Panorama do setor
Barclays também anunciou o maior total de bônus em 12 anos, com 2,2 bilhões de libras destinados aos seus funcionários para 2025, diante de um crescimento de 13% no lucro anual para 9,1 bilhões de libras.
Entre na conversa da comunidade