As variedades de café canéfora, incluindo conilon e robusta, avançam para áreas do Brasil que tradicionalmente produzem pouco desse grão. O movimento acompanha a elevação dos preços, segundo líderes do setor, pesquisadores e autoridades.
O Brasil continua sendo o maior produtor de café arábica, mas se aproxima do Vietnã na produção de canéfora, usada para espresso e café solúvel. A Espírito Santo concentra a maior parte da produção, especialmente de conilon.
Desde 2020, estados novos como Mato Grosso e Minas Gerais passaram a ampliar a produção, conforme dados da Conab. A elevação de área plantada vem acompanhada de avanço na área de cultivo fora do eixo tradicional.
Expansão por estados
Mato Grosso, um grande polo agrícola, mira o que Rondônia já faz com o “robusta amazônico”. A ideia é elevar a produtividade de 23 para cerca de 50 sacas por hectare, segundo agrônomos.
A previsão da Conab aponta maior colheita de canéfora em Mato Grosso neste ano, chegando a 298.700 sacas de 60 kg, ante 158.400 em 2020. A mudança mostra o impacto dos preços elevados.
No Ceará, o estado avalia cultivar tanto conilon quanto robusta amazônico, com foco em exportação. A meta é chegar a mil hectares de conilon até 2026, podendo alcançar 5.000 hectares de área plantada, conforme avaliação de autoridades locais.
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