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The Economist alerta que países ricos devem temer a brasilificação.

The Economist aponta que juros persistentes e dívida alta no Brasil podem antecipar a “brasilificação” de economias desenvolvidas, se reformas não avançarem

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A The Economist publicou nesta semana um editorial alertando economias desenvolvidas sobre o risco da brasilificação, termo que descreve juros elevados, crescimento moderado e rigidez fiscal no Brasil. O texto aponta o país como exemplo de problemas que já preocupam mercados avançados.

Segundo a publicação, o Brasil funciona como um estudo de caso de questões que afetam economias ricas, ainda com instituições sólidas e Banco Central independente. A assinatura de juros persistentes eleva o peso do gasto com juros no orçamento público.

A editorial sustenta que a alta taxa de juros dificulta a estabilização da dívida pública, e que, sem uma queda brusca, o endividamento tende a crescer. O fenômeno seria um alerta para políticas fiscais de longo prazo.

A matéria aponta que a brasilificação pode alcançar países desenvolvidos conforme envelhecimento populacional, aumento de gastos sociais e polarização política dificultem reformas fiscais. O cenário para reformas seria mais complexo.

O artigo cita os Estados Unidos como exemplo de trajeto de dívida e de pressão sobre instituições econômicas, mencionando eventuais controvérsias em torno de decisões de política monetária. As investidas de Donald Trump contra o Fed aparecem como referência.

De forma geral, o editorial sustenta que ignorar o peso dos juros sobre a dívida pode transformar economias avançadas em versões de um problema antes visto apenas em mercados emergentes. Fonte: The Economist.

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