A Schroders, gestora britânica com mais de 200 anos de atuação, foi vendida para a americana Nuveen por 9,9 bilhões de libras (US$ 13,5 bilhões). A operação coloca fim a uma era na City de Londres e mostra o desafio de gestores ativos diante de produtos de baixo custo.
A Nuveen assume controle de cerca de US$ 1 trilhão em ativos sob gestão. A transferência ocorre em um momento em que veículos passivos ganham espaço e Londres perde posição em relação a Nova York como polo de investimentos.
A confirmação do acordo ocorreu após meses de negociações entre executivos da Schroders e da Nuveen. Richard Oldfield, CEO da Schroders, e Bill Huffman, da Nuveen, estiveram à frente das discussões.
O anúncio cita a longa história das famílias fundadoras de cada empresa e sinaliza uma tentativa de preservar valor diante de pressões de mercado. A Schroders mantém raízes profundas na City, mas vê a independência reduzir diante da escala global.
Muitos analistas entendem a venda como resposta a valuations baixos de empresas listadas no Reino Unido. A operação também é interpretada como reflexo da perda de atratividade de Londres para o capital internacional.
Para a City, o negócio é visto como um golpe simbólico: outras casas históricas já perderam independência nas últimas décadas, como Cazenove e Mercury. A Schroders se soma a esse grupo de nomes tradicionais que se fundiram.
A Nuveen ressaltou compromisso com o Reino Unido e indicou que, se houver retorno ao mercado acionário, cogita listar a operação na Bolsa de Londres, como parte de uma possível dupla listagem.
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