Cuba teme que a crise atual leve ao retorno do Periodo Especial, com desabastecimento total de combustível conhecido como Opción Cero. A preocupação ganhou força após mudanças recentes na política energética e na conjuntura externa.
A União Soviética deixou de existir, mas Fidel Castro já anunciara, em 1989, que Cuba resistiria mesmo diante de pior cenário. A derrocada do abastecimento em 1990 trouxe a recessão e o endurecimento do embargo dos EUA.
Hoje, o país não depende apenas do petróleo venezuelano. México também não pode ajudar devido a uma ordem executiva dos Estados Unidos, que impõe restrições a parceiros comerciais. Em La Habana, cresce o temor de escassez generalizada de combustível.
Contexto histórico e comparação
Especialistas ressaltam diferenças entre o Periodo Especial e a crise atual. Antes, o choque foi abrupto, com queda maciça no petróleo e no comércio. Hoje, a economia já operava em baixa, o que mitiga o impacto, dizem.
A economia cubana sofreu queda de 11% do PIB entre 2019 e 2024. A CEEC projeta recuo de 5% em 2025. Desigualdade e inflação agrícola persistem, afetando o poder de compra da população.
Situação econômica e social
O governo anunciou medidas para reduzir gastos com combustíveis, diminuindo atividades econômicas e acadêmicas. Críticos apontam que tal ajuste não resolve problemas estruturais, apenas adia o consumo e a produção.
Especialistas divergem sobre perspectivas. Alguns apontam que o Estado perdeu margem de manobra para enfrentar choques. Outros veem possibilidade de ajuste gradual, desde que haja garantias de investimento e acesso a energia.
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