Keir Starmer enfrenta opções limitadas para aumentar o gasto anual com defesa em até 14 bilhões de libras até o fim deste parlamento. O tema surge após o governo ter previsto, na revisão de gastos do ano passado, elevar o gasto militar de 2,3% do PIB para 2,6% até 2028-29, com orçamento de cerca de 66 bilhões de libras.
No fim de semana, durante a Conferência de Segurança de Munique, Starmer defendeu gastos mais altos e estáveis para enfrentar a ameaça russa. A imprensa britânica aponta que o governo avalia elevar o teto de 2,3% para 3% do PIB até 2029, ainda sem confirmação de plano.
Foco em financiamento
As restrições envolvem prioridades domésticas, limites de endividamento do Tesouro e a aversão de financiadores. A Ocupação de 5% do PIB em déficit estrutural coloca o governo sob pressão para reduzir o endividamento sem sacrificar outras áreas.
A disputa envolve a titular do Tesouro, Rachel Reeves, que sinalizou cortes capazes de manter a trajetória de déficit, com previsão de limites de gastos entre 2027 e 2029, época de novas eleições.
Desafios de projeção
Relatórios indicam que elevar defesa a 3% do PIB custaria cerca de £14 a £17,3 bilhões anuais até 2029-30, dependendo da estimativa. Analistas ressaltam que ampliar o orçamento sem aumentar impostos ou cortar outras áreas é complexo.
Instituições como o IFS destacam que só remanejos dentro de departamentos é improvável. A cobrança por maior arrecadação tributária seria necessária para sustentar o aumento.
Implicações para o mercado
Especialistas apontam que financiar a expansão bélica com dívida pode impactar os investidores e elevar custos de empréstimos. Entre as opções, aumenta-se a tributação sobre a renda ou reduzem-se gastos em outras áreas para liberar recursos.
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