O Banco Central liquidou nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, o Banco Pleno, ligado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, no contexto da crise envolvendo o grupo Master. A medida abrange também a Pleno DTVM.
A marca Credcesta, administrada pela rede de supermercados da Bahia, integra o portfólio do Banco Pleno. Augusto Lima assumiu o controle do banco após a ruptura societária com Vorcaro em 2025, no auge da crise do Master.
Segundo apurações, Lima mantém relações com figuras da política baiana, incluindo o ministro Rui Costa e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, ambos ligados ao PT na Bahia. A negociação com Vorcaro teve impactos diretos no negócio.
A origem do Banco Pleno está no crédito consignado Credcesta, que era utilizado por servidores do governo da Bahia para compras em supermercados. Esse ativo foi incluído na operação de liquidação acompanhada pelo BC.
O processo de liquidação também envolve a Pleno DTVM, cuja intervenção aumenta o prejuízo do Fundo Garantidor de Crédito, que assegura depósitos e aplicações de até R$ 250 milhões. As autoridades não informaram prazos para normalização.
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