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CC liquida Banco Pleno, que pertenceu ao Banco Master

BC liquida o Banco Pleno e a Pleno Distribuidora por deterioração de liquidez e infração a normas, com controlador Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master

Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master: ex-controlador do Banco Pleno (Foto: Divulgação)
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O Banco Pleno, controlado pela Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (18). A decisão também atinge a Pleno Distribuidora, instituição ligada ao conglomerado registrado como de porte pequeno, enquadrado no segmento S4 da regulação prudencial. A liquidação decorre de deterioração da liquidez e do descumprimento de normas regulatórias.

Segundo o BC, o conglomerado representa 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional. O BC afirmou que a medida visa resguardar precedentes de solvência e cumprir determinações regulatórias, diante do comprometimento econômico-financeiro da instituição.

O Pleno nasceu do que fora o Voiter, com controle ligado a Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master de Daniel Vorcaro. O BC tornou indisponíveis os bens de controladores e administradores, conforme descrito no comunicado oficial.

Histórico e mudanças de controle

O Pleno foi vendido pelo Banco Master a Augusto Lima em setembro de 2025, enquanto o BRB avaliava a compra do Master. Lima havia deixado o Master em 2024. O contrato de venda do Voiter ao Master foi assinado em junho de 2025; a transferência de controle e a mudança de nome para Pleno foram autorizadas pelo BC a partir de 11 de agosto.

A trajetória de Lima inclui a criação do Credcesta, empresa de empréstimos consignados na Bahia. A atuação dele também envolveu a Ebal, estatal baiana privatizada em 2017, com oferta de cartão a servidores. Essa estrutura apoiou a unidade de consignados do Master, uma das áreas mais lucrativas do banco.

Contexto institucional

Antes de assumirem o controle, o Pleno operava como banco com seis décadas de atuação, com histórico no mercado de capitais e participação relevante em tesouraria. Em 2020, o Indusval enfrentou problemas de crédito e recebeu aporte de Roberto de Rezende Barbosa, que assumiu o controle e, no fim de 2024, vendeu a instituição ao Master.

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