Cuba vive uma crise no setor de turismo após o anúncio, em 8 de fevereiro, de que o país ficou sem combustível de jato. A situação afetou Varadero, destino tradicional de veraneio, com praias vazias e operações de hotéis reduzidas ou suspensas.
A curto prazo, companhias aéreas canadenses suspenderam voos para Cuba, levando ao cancelamento de até 1.7 mil voos até abril, segundo a Cirium. Empresas russas também planejam encerrar voos enquanto durar o desabastecimento de combustível, informou a Rosaviatsia.
Hotéis de grupo internacionais enfrentam paralisação. A NH Hotels encerrou todas as suas propriedades no país; a Melia, maior redes cubana, fechou três unidades e realinhou ocupação para unidades com melhores índices de ocupação. A indústria vive um cenário de incerteza.
A crise energética está compactando o turismo, principal fonte de divisas. Em 2024, o turismo estrangeiro gerou cerca de US$ 1,3 bilhão para Cuba, representando aproximadamente 10% das exportações. Economistas destacam que o turismo, a exportação de médicos e remessas são pilares da hard currency.
A deterioração do setor ocorre em meio a tensões políticas, com o governo norte-americano reforçando sanções e restrições sobre o abastecimento de petróleo. As medidas visam pressionar o governo cubano, elevando o custo de manter a ilha funcionando com o nível de consumo anterior.
Locais de Varadero relatam impacto direto: dois hotéis já fecharam, ainda que a infraestrutura da península permaneça parcialmente operante. Profissionais de turismo relatam incerteza crescente entre turistas e trabalhadores, com redução de serviços e cancelamentos.
Entre os visitantes, viagens de queda de fluxo são observadas. Turistas estrangeiros dizem ajustar planos, enquanto aguardam desdobramentos sobre a disponibilidade de combustível e a retomada de voos. O temor de ficar preso por voos cancelados preocupa viajantes.
Especialistas ouvidos enfatizam a importância de acordos entre governos para evitar danos maiores à economia cubana. O desafio envolve manter serviços essenciais funcionando, ao mesmo tempo em que se busca restabelecer o fluxo turístico e a entrada de divisas.
A situação permanece em avaliação, com autoridades locais e setor privado monitorando o ritmo de saídas de turistas e a continuidade de operações de hotéis. A próxima fase dependerá da resolução do gargalo de combustível e de sinais de normalização no transporte aéreo.
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