Ledn fechou uma operação de bonds lastreados em Bitcoin no valor de 188 milhões de dólares. A transação marca a securitização de empréstimos de consumidor com lastro em ativos, em estreia no formato institucional desde o colapso de 2022.
A instituição Jefferies Financial Group atuou como único structuring agent e bookrunner. As notas foram precificadas com 335 pontos-base acima do benchmark, posicionando o título no espaço tradicional de finanças.
O lastro: 4.078,87 BTC, avaliado em cerca de 356,9 milhões de dólares na avaliação da S&P. A maioria das notas recebeu classificação BBB-, com destaque para riscos de volatilidade do Bitcoin.
Estrutura e garantias
A operação prevê uma reserva de liquidez de 5%. Liquidations automáticas entram abaixo de 81,4% de LTV. O acordo mantém supercolateralização para sustentar os pagamentos.
A estrutura foi desenhada para manter disciplina típica de ABS. Mesmo com volatilidade, houve manutenção de buffers após o BTC ter recuado para níveis próximos de 60 mil dólares.
Jefferies cuidou da gestão das books, conferindo peso relevante de Wall Street ao negócio. O formato busca replicar instrumentos de crédito mais tradicionais no setor cripto.
Perspectiva para o crédito em criptomoedas
Analistas veem o acordo como sinal de retomada de interesse regulado por rendimentos previsíveis. Fundos soberanos já demonstraram apetite por BTC, e o modelo de empréstimos criptográficos em títulos tem ganhado tração.
Ledn aparece como operador que sobreviveu ao episódio de 2022 e busca consolidar posição como agente cuidadoso no espaço. O caso sugere maior familiaridade entre criptomoedas e mercados de capitais tradicionais.
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