O Fed divulgou as atas da reunião de janeiro, indicando que aumentos de juros não estão descartados caso a inflação permaneça acima da meta. O sinal aponta para liquidez mais apertada, o que pode afetar mercados de risco, incluindo criptomoedas.
Na ata, a votação ficou em 10 a 2 pela manutenção da taxa, mas houve um contingente hawkish defendendo firmeza contra cortes. Há menções a “ajustes para cima” caso a inflação não arrefecer.
Essa leitura muda o cenário para criptomoedas. O mercado, que já aguardava cortes em 2026, passa a incorporar a possibilidade de aperto adicional, elevando os obstáculos a fluxos de capitais para ativos como Bitcoin.
O que mudou para o Bitcoin
O Bitcoin pode enfrentar pressão com juros mais altos por mais tempo. Liquidez mais estreita costuma impactar entradas em ETFs e fluxos de investimento, o que pode limitar movimentos de alta.
A ata revela cautela em relação à disinflacionação real. Se a inflação permanecer alta, o aperto monetário pode retornar, reduzindo o apetite por ativos de risco no curto prazo.
Entre investidores, a percepção é de que o cenário de queda gradual foi posto em xeque. O mercado passa a precificar, com maior probabilidade, cenários de aperto em lugar de alívio imediato.
O que acontece a seguir
As probabilidades apontam para uma pausa em março, conforme contratos futuros da CME. No entanto, o risco de novo aumento de juros deixou de ser zero.
A evolução da inflação será determinante. Um CPI mais forte pode confirmar o cenário de aperto, enquanto dados fracos favoreceriam o recuo das expectativas de alta.
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