O Reino Unido registrou o maior superávit orçamentário já registrado, segundo dados oficiais, impulsionado sobretudo por receitas de imposto sobre ganhos de capital e de autoliquidação. O montante de janeiro foi de £30,4 bilhões, um salto de £15,9 bilhões em relação a janeiro de 2025.
A divulgação, feita pelo Office for National Statistics (ONS), ocorre à frente do orçamento de primavera da ministra Rachel Reeves. O resultado frustra a tendência de dezembro, quando o déficit público ficou em £11,6 bilhões.
O superávit de janeiro foi o maior desde o início dos registros em 1993, superando a previsão de £24 bilhões feita pelo Office for Budget Responsibility (OBR) e estimativas do mercado.
Fatores-chave do resultado
Grant Fitzner, economista-chefe do ONS, apontou que janeiro costuma registrar altas receitas de autoliquidação. O aumento da receita contrabalançou custos públicos estáveis, com juros da dívida menos onerosos no mês.
A alta de receitas também refletiu ganhos de capital, decorrentes de planejamento tributário relacionado a mudanças de imposto de ganhos de capital em 2024. Além disso, houve manutenção de salários mais fortes e contribuições de seguridade social.
Situação fiscal e impactos
Com o superávit, o déficit acumulado nos primeiros 10 meses do ano ficou em £112,1 bilhões, abaixo da previsão de £120,4 bilhões pelo OBR, atenuando pressões sobre Reeves.
James Murray, secretário-geral do Tesouro, disse que há um plano para fortalecer a economia, reduzir custos de dívida e manter gastos em áreas como policiamento, educação e NHS, além de moderar o endividamento.
Contexto da dívida e próximos passos
A dívida pública alcançou 92,9% do PIB em janeiro, nível não visto desde os anos 60. O custo de servir essa dívida representa cerca de 10% dos gastos do governo, destacando a importância de reduzir o endividamento.
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