A família Branca, proprietária da Fernet-Branca, transformou um digestivo italiano criado há 180 anos em um império que, segundo avaliações, pode chegar a US$ 1,2 bilhão. A liderança está na sexta geração, que busca preservar a independência da empresa.
A Fratelli Branca fatura cerca de US$ 500 milhões por ano, com a maior parte da receita proveniente do Fernet-Branca. O portfólio inclui o café Caffè Borghetti, vermutes Carpano, além de grappa, conhaque, vodka e vinhos.
A gestão atual é chefiada por Niccolò Branca, presidente e CEO desde 1999. A família detém 100% da empresa por meio de uma holding, com oito membros no controle. A estratégia aponta para continuidade geracional e visão de longo prazo.
Perfil da sexta geração
Edoardo Branca, 43 anos, integrou a equipe em 2009 e, após atuação nos EUA, tornou-se diretor-geral da Branca USA. A expectativa é manter a tradição de revitalizar produtos históricos sem reinventar a roda.
A empresa avalia ampliar a produção com uma nova planta na Europa ou na Ásia e considerar versões sem álcool ou com menor teor alcoólico. Atualmente, as operações são em Milão e na Argentina, onde o Fernet combina com Coca-Cola e figura entre os mercados internacionais.
Conexões com o esporte e o mercado
Durante os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, Milão recebe cerca de 100 mil torcedores, enquanto a Branca recebeu a delegação olímpica argentina na sede histórica da empresa e no Museu Branca. Isso reforça o vínculo entre a marca e grandes eventos globais.
A Forbes aponta o valor estimado do negócio em US$ 1,2 bilhão, equivalente a cerca de 2,5 vezes a receita anual. A comparação é feita com grupos como Campari, que atua em várias categorias de bebidas.
Desdobramentos futuros
O objetivo é manter a independência por pelo menos mais duas gerações, mantendo a direção definida pelo fundador. A empresa enfatiza a importância de manter harmonia interna e foco no legado familiar, sem perder a capacidade de adaptação ao mercado.
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