O Bitcoin volta a cair nesta terça-feira e encerra fevereiro com a maior queda mensal desde a crise cripto de 2022. A moeda digital recuou até 2,9%, perto de 62.700 dólares, enquanto operava ao redor de 63.150 dólares em Nova York às 7h. O desempenho deixa o mês com queda superior a 19%.
A guinada ocorre num contexto de aversão a risco global após Donald Trump anunciar tarifas globais de 15%. Fundos e ativos de maior risco sentiram o impacto, inclusive o mercado de criptomoedas, que já passa por uma fase de liquidações iniciada em outubro.
Os dados indicam que o Bitcoin caminha para o quinto recuo mensal consecutivo, a maior sequência de quedas desde 2018. A situação é alimentada pela combinação de pressões macro e movimentos de saída de ETFs de Bitcoin nos EUA, que reduziram o interesse de investidores institucionais.
Panorama setorial e desdobramentos
A queda amplia o recuo do mercado de criptomoedas como um todo, com o valor total de mercado da classe registrando queda significativa. O Ethereum caiu até 2,9%, situando-se em torno de 1.812 dólares. O setor acompanha a tendência de risco adotada por investidores globais.
Entre os fatores de fundo, há referências à falência de projetos ligados à Terra e à consequência sobre o ecossistema cripto. A indústria ainda convive com impactos de eventos de 2022 e com incertezas sobre a continuidade de operações em plataformas de negociação.
No front regulatório, surgem debates sobre a liquidez e a volatilidade, com analistas destacando a necessidade de catalisadores de curto prazo para sustentar altas. Mineradoras de Bitcoin também enfrentam custos elevados, o que pode manter pressões de venda no curto prazo.
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