O Bradesco anunciou a criação da Bradsaúde, holding que consolida as operações do setor de saúde do grupo. O anúncio aponta receita prevista de 52 bilhões de reais e o objetivo de oferecer o que chamam de ecossistema de saúde mais completo do Brasil. A operação envolve Bradesco Saúde, Odontoprev, Atlântica Hospitais e Participações, entre outras unidades.
A Bradsaúde reunirá mais de 13 milhões de beneficiários e uma rede com aproximadamente 3.600 leitos de hospitais e 35 clínicas, segundo resultados consolidados de 2025. A Odontoprev atuará como consolidadora do novo ecossistema, com proposta de alteração de denominação social para Bradsaúde aos acionistas.
Estrutura e governança
A eventual mudança de nome da Odontoprev será apresentada aos acionistas, conforme fato relevante. A criação da Bradsaúde deve ocorrer mediante aprovação de assembleias e cumprimento de condições suspensivas, além de aprovações regulatórias.
Marcelo Noronha, CEO do Bradesco, afirmou que o valor de mercado da nova empresa pode ficar entre 40 e 50 bilhões de reais, com projeção mais próxima de 50 bilhões. Segundo ele, a operação não afeta o capital do banco e pode gerar impacto positivo.
Mercado e governança corporativa
Executivos destacaram que a Bradsaúde nasce listada no Novo Mercado, na B3, configurando o maior IPO reverso já feito na bolsa. Atualmente o Bradesco detém 53% da Odontoprev; a participação em circulação é de 46%.
Ao fim do processo, o Bradesco deverá ter 91,35% do capital da nova estrutura, com minoritários de Odontoprev respondendo por 8,65%. Os participantes indicaram avaliação sobre eventual oferta pública para ajustar ações em circulação, sem prazo definido.
Analistas do UBS BB consideraram o movimento, em relatório, como positivo para a posição de capital do Bradesco e para destravar valor dos negócios de seguros de saúde. As negociações dependem de aprovação regulatória e de assembleias de acionistas.
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