Em sua primeira carta anual aos acionistas, Greg Abel assume o cargo de CEO da Berkshire Hathaway e fala em continuidade. O objetivo é manter a solidez financeira e a disciplina na alocação de capital.
Abel destaca a cultura de confiança e integridade que vem desde Warren Buffett. O modelo descentralizado, a diversificação de ações e a operação de seguros, geradora de caixa, são apresentados como pilares. Não haverá recompras nem dividendos.
O CEO afirma que Buffett permanece no dia a dia, indo ao escritório cinco dias por semana, mas assume que a gestão é dele, com responsabilidade sobre negócios e investimentos.
Desempenho financeiro e orientações
O lucro da Berkshire no quarto trimestre caiu levemente, para US$ 19,2 bilhões, ante US$ 19,7 bilhões no mesmo período de 2024. No ano fechado de 2025, houve queda de 25%, para US$ 67 bilhões.
A empresa registrou impairment de US$ 4,5 bilhões em Kraft Heinz e Occidental Petroleum. A Berkshire recomenda que investidores não foquem nesses números trimestrais, por serem voláteis.
O lucro operacional do quarto trimestre foi de US$ 10,2 bilhões, queda de 30% na comparação anual. O segmento de seguros foi o principal responsável pela redução de resultados.
No acumulado de 2025, o lucro operacional somou US$ 44 bilhões, 6% abaixo de 2024. O lucro de subscrição de seguros caiu 19%, para US$ 7,3 bilhões.
A Berkshire encerrou o ano com caixa de US$ 373 bilhões, pouco abaixo do recorde de US$ 381 bilhões alcançado no fim de setembro. Elas mantêm posição conservadora de caixa.
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