O retrofit de arranha-céus ganha espaço com mudanças regulatórias, aumento de custos de materiais e foco em carbono. Estima-se que 10% dos cerca de 40 mil edifícios altos mundialmente estejam chegando ao fim da vida útil, tornando a reforma uma opção viável.
A Quay Quarter Tower, em Sydney, ilustra a tendência. O edifício de 49 andares, construído em 1976, foi transformado a partir de 2011 para servir como centro cultural. Gerido pela Dexus, com participação de DWPF, MWOF e Rest, o projeto preservou grande parte da estrutura.
Equipe de projeto incluiu Arup, 3XN, BVN, BG&E e Multiplex, buscando manter o máximo possível do edifício existente. A iniciativa preservou 65% da estrutura e 98% do núcleo, reduzindo mais de 12 mil toneladas de carbono incorporado.
Profissionais destacam a expansão do conceito de economia circular na construção. Imagens 3D e IA ajudam a demonstrar possibilidades, e economistas projetam que o retrofit tende a se tornar mais atrativo frente a demolição.
O cenário global é impulsionado por regulamentos que estimulam reformas. Na Europa, fornecedores reprocessam vidro e desenvolvem módulos reutilizáveis, enquanto a adoção de IA reduz incertezas de custo da modernização.
No Reino Unido, a mobilização por reformas ganhou força, especialmente em Londres e Westminster, com mudanças regulatórias promovidas por autoridades locais. A tendência é priorizar a reforma da estrutura existente.
Casos recentes reforçam a visão de longo prazo. O edifício 105 Victoria Street, em Westminster, é citado como o maior escritório 100% elétrico e com emissão zero no país, destacando o valor da reforma contínua.
Além do carbono, analistas destacam impacto social e operacional. Demanda por ventilação natural, espaços ao ar livre e bem-estar influenciam decisões. A meta é manter a relevância do imóvel por décadas.
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