Netflix desiste da compra da Warner Bros. Discovery após avaliação de ofertas; decisão ocorreu em 26 de fevereiro, com base em cenários já planejados pela plataforma. Co-CEO Ted Sarandos afirmou que haviam preparado respostas para diversas situações.
Segundo Sarandos, a Netflix soube da oferta superior apenas ao receber a notificação, e já sabia como agir. Ele citou o peso da dívida assumida pela Paramount Skydance e o impacto de cortes de custos antecipados, estimados em US$ 16 bilhões.
A conversa pública sobre o acordo envolveu resistência de sindicatos, políticos e nomes do setor, como James Cameron. O executivo indicou que conversas com distribuidores podem ampliar a presença de filmes da Netflix nas salas, mesmo sem a aquisição.
A entrevista ocorreu após notícias de que o Departamento de Justiça avaliou o caso; Sarandos afirmou que a investigação estaria encerrada e que a empresa permanece tranquila quanto a esse desfecho. A narrativa pública ressaltou agência reguladora global, não apenas o DOJ.
Entre os temas da conversa, houve menção a cenários planejados, ao teto de preço aceito pela Netflix e à possibilidade de enfrentar tribunais caso a negociação tivesse avançado. O executivo reiterou confiança em um caminho regulatório claro.
Sarandos comentou ainda sobre o futuro dos negócios com cinemas. Disse que há oportunidades de cooperação com exibidores, citando conteúdos como One Piece e outras produções, sem confirmar planos de novo negócio de distribuição teatral.
Sobre a disputa com a Paramount, o co-CEO sustentou que a empresa está focada em investir o caixa excedente de US$ 2,8 bilhões no próprio serviço, e não em novas aquisições. A expectativa é manter ritmo de produção e desenvolvimento de conteúdos originais.
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