Arco Madrid, a maior feira de arte comercial da Espanha, chega à 45ª edição em 4 a 8 de março. Em Ifema, no distrito de Barajas, Madrid, a mostra recebe 206 galeras de 36 países, reunindo mercados e comunidades artísticas. O evento destaca a circulação de colecionadores de alto patrimônio líquido e a presença latino-americana.
A organização reforça o papel de apoiar galerias espanholas, com foco em ampliar vozes nacionais. No ano passado, galerias protestaram contra a taxa de VAT de 21% sobre compras de arte, a mais alta da Europa. A crítica é de que o imposto dificulta a competitividade internacional.
VAT e competitividade
Maribel López, diretora da feira, afirma que a luta é para tornar o mercado espanhol mais competitivo e alinhado a tendências culturais diversas. Em edições anteriores, espaços expositivos desligaram as luzes por uma hora em protesto contra a VAT.
A representação espanhola é significativa: 34% dos expositores são do país, com nomes como Elvira González e Travesía Cuatro entre os mais conhecidos. Do exterior, há forte presença latino-americana, com galerias de Bogotá e São Paulo, além de casas europeias renomadas.
Presença latino-americana
A feira é reconhecida como ponto de descoberta de arte latino-americana na Europa. A edição inclui uma seção especial dedicada à América Latina, curada por José Esparza Chong Cuy, destacando a produção da região.
O fluxo recente de expatriados ricos para Madrid, impulsionado por mudanças políticas na região, alimenta o interesse latino-americano no mercado. O uso do termo “novo Miami” tem sido citado para descrever a cidade e seu dinamismo cultural.
Desdobramentos e impactos
A agenda de Arco Madrid reforça o papel da cidade como hub para artistas e galerias latino-americanas, ampliando visibilidade internacional. Além disso, a feira busca equilibrar interesses locais com as demandas de um mercado global em transformação.
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