O DOJ abriu o caso contra Live Nation e Ticketmaster, acusando uso indevido de poder de monopólio para favorecer a empresa e prejudicar artistas, fãs e locais de shows. A ação antitruste começou em tribunal federal, após seleção de júri, na segunda-feira, 3 de março.
A promotoria sustenta que a Live Nation usa sua rede de locais para pressionar artistas a escolher seus serviços de promoção e exige contratos longos com a Ticketmaster. A companhia é acusada de amarrar shows a seus serviços.
A defesa nega monopólio, alegando mercado competitivo e que cada cliente é disputado em concorrência acirrada. A equipe jurídica afirma que a empresa não detém poder de mercado sobre promoção de shows.
O que motiva a ação
O governo argumenta que o modelo de negócios da empresa, chamado de flywheel, cria dependência entre locais, promoção e venda de ingressos, prejudicando concorrência. Também aponta falhas na tecnologia da Ticketmaster.
Provas e impactos para o público
A promotoria cita falhas no recente anúncio de ingressos da Eras Tour, citando falta de competição no setor. O DOJ também aponta tarifas consideradas altas e mensagens internas que subestimam os consumidores.
A defesa sustenta que as margens de participação da Ticketmaster são limitadas e que existem mais opções de bilheteria hoje. Alega ainda que a empresa busca apenas oferecer alegria aos fãs.
Desdobramentos esperados
O julgamento deve durar entre cinco e seis semanas. Entre as testemunhas estão artistas de destaque como Kid Rock e Ben Lovett, além de executivos, incluindo o CEO da Live Nation, Michael Rapino.
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