Até a PF concluir a nova fase da operação Compliance Zero, dois servidores do Banco Central foram afastados. Eles são Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, atuavam na Diretoria de Fiscalização (Difis) e no Departamento de Supervisão Bancária (Desup), respectivamente. Os afastamentos ocorreram na quarta-feira, 4 de março, como parte de investigação sobre o caso Master. O BC já os investigava internamente.
Os afastados exerciam funções estratégicas para a supervisão do sistema financeiro. A Difis é responsável pela supervisão de instituições autorizadas a operar no Brasil, avaliando risco, solvência e conformidade regulatória. O Desup monitora capital, liquidez e práticas de gestão, incluindo conglomerados liderados pelo Master.
Afastamento e funções
Segundo o BC, os dois assinaram documentos sob foco da PF ao longo do dia, ao atuarem em negócios ligados ao Master. A auditoria interna do BC acompanha fatos desde 2018, quando Vorcaro obteve autorização para o Banco Máxima. Ainda não houve conclusão das apurações.
Posicionamento do BC
O Banco Central afirmou manter confiança no trabalho da Polícia Federal. A instituição comunicou que identificou indícios de vantagem indevida durante a fiscalização e que afastou cautelarmente os servidores, instaurou procedimentos e comunicou os indícios à PF. O BC ressalta o direito à ampla defesa.
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