A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nega as acusações e afirma que ele jamais tentou obstruir o trabalho da Justiça. Vorcaro foi preso em decorrência de operação da Polícia Federal realizada nesta quarta-feira, em São Paulo. A investigação aponta um esquema bilionário de fraudes financeiras com a venda de títulos de crédito falsos.
Segundo a PF, o caso envolve a prática de crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado. A operação recebeu o codinome Compliance Zero, referindo-se à suposta falta de controles internos entre as instituições envolvidas. Ao todo, há mandados de prisão, busca e apreensão.
A defesa afirmou que Vorcaro colaborou com as autoridades e que sua conduta será esclarecida ao longo do processo. Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, também se entregou à PF na mesma cidade; ele era alvo de mandado de prisão.
A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, em sua primeira ação como relator do caso. A decisão também abrange outros alvos, com ordens de afastamento de cargos públicos e o sequestro de bens até 22 bilhões de reais para interromper a movimentação de ativos.
Vorcaro tinha sido alvo de prisão preventiva anteriormente, após tentativa de viagem a Europa em avião particular, segundo a PF, que indicou fuga como risco. A operação envolve ainda medidas de bloqueio e cooperação com o Banco Central do Brasil.
Antes do avanço do caso, havia expectativa de depoimento dele na CPI do Crime Organizado em Brasília, mas Mendonça autorizou que a ida à CPI fosse facultativa. Ele segue aguardando desdobramentos judiciais em relação às acusações.
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