A Oncoclínicas solicitou aos debenturistas das 8ª e 10ª emissões que concedam um waiver, permitindo descumprir limites de alavancagem sem incorrer automaticamente em inadimplência. A medida mira evitar um gatilho de inadimplência diante de vencimentos e fluxo de caixa projetado negativo.
A empresa tem dívida bruta de cerca de R$ 4,8 bilhões. Para este ano, estima rolar pelo menos R$ 1 bilhão para cobrir vencimentos e manter o fluxo de caixa previsto. A assembleia acontece em 25 de março via plataforma digital, com votações baseadas no recebimento de conveniências pelos detentores.
As emissões envolvidas somam R$ 1,55 bilhão: R$ 800 milhões da 8ª emissão (vencimento em 2029) e R$ 750 milhões da 10ª (vencimento em 2027). Pelas escritura, o índice de alavancagem não pode exceder 3,5 vezes o EBITDA no fim de cada exercício.
Situação financeira e rating
A Oncoclínicas ainda não divulgou 2025, mas sinaliza possível ruptura com o limite. O balanço está previsto para 30 de março. O downside já impactou o mercado: o rating caiu de BBB(bra) para CCC-(bra) em 26 de fevereiro.
Queda de rating atingiu também sete séries de CRIs lastreados em debêntures da companhia, que recuaram de BBBsf(bra) para CCC-sf(bra). Em setembro de 2025, a composição da dívida incluía debêntures (48%), CRIs (32%), empréstimos (13%) e contas a pagar por aquisições (7%).
Contexto e próximos passos
A Oncoclínicas trabalha na substituição do fundador Bruno Ferrari como CEO, em parceria com a Spencer Stuart. A empresa ainda não comentou a matéria. Caso o waiver seja aprovado, ele permanece válido apenas se, em 2025, o índice de alavancagem ficar dentro do permitido.
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