Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco Master, foi preso novamente pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, na terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura fraudes que podem ter causado um rombo de até 47 bilhões de reais ao Fundo Garantidor de Créditos.
O período em foco das mensagens ocorreu quando o Banco de Brasília (BRB) tentava adquirir o Master. Em conversas com sua namorada, Martha Graeff, Vorcaro descreveu o setor bancário como mafioso e afirmou que não haveria saída do negócio, mantendo o tom com frases duras sobre o tema.
Outras mensagens mencionaram supostos ataques atribuídos ao banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, e enfatizaram laços com políticos, incluindo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), a quem Vorcaro dizia ser amigo e pretendia apresentar.
Contexto da operação e consequências
A nova detenção decorre de mensagens localizadas no celular dele, apreendido na primeira fase da ação. Segundo as investigações, Vorcaro também teria feito ameaças a jornalistas e a pessoas que contestaram seus interesses.
No ano anterior, o empresário já havia sido alvo de mandado de prisão na mesma operação, mas obteve liberdade provisória mediante uso de tornozeleira eletrônica. A PF não comentou detalhes adicionais sobre o andamento das investigações.
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