Bitcoin e ações globais mostraram estabilidade acima de níveis psicológicos após queda inicial provocada por tensões no Oriente Médio. O Bitcoin permanece acima de 70 mil dólares; o S&P 500 recuperou parte das perdas. O mercado de títulos sinaliza incerteza persistente.
A recuperação acompanha o recuo de riscos macro. O Brent reagiu a interrupções de transporte de energia, elevando volatilidade. Mesmo com a reversão, o movimento sugere que o bitcoin ainda está alinhado às oscilações de ações e do cenário econômico.
Se o Bitcoin manter suporte acima de 72 mil dólares, pode sustentar uma base para testar o teto de 74 mil dólares. Do contrário, a correlação com ações pode manter pressões de baixa caso os índices derrapem.
Riscos no mercado de títulos
Os rendimentos dos Treasuries subiram de 3,93% para 4,15% em quatro dias, sinalizando prêmio maior para o risco de inflação. O rendimento do título de 2 anos chegou a quase 3,60%, influenciando a percepção de risco.
Esses movimentos costumam reduzir o apetite por ativos de maior risco, como criptomoedas, ao oferecer retornos sem risco mais atrativos. O mercado de futuros mostra menor probabilidade de cortes de juros neste ano.
Dados do CME apontam que a probabilidade de dois cortes de juros em 2026 caiu para abaixo de 50%, frente a quase 80% antes do conflito. Um rompimento de 4,20% no 10 anos pode pressionar Bitcoin.
Níveis que importam para traders
Especialistas destacam três pontos críticos a observar. Primeiro, o Bitcoin em 74 mil dólares atua como resistência imediata; fechamento diário acima sinalizaria absorção total do choque geopolítico.
Segundo, a taxa de 10 anos em 4,2% é área de alto risco para ativos de risco; ultrapassá-la pode provocar venda algorítmica tanto no S&P 500 quanto no Bitcoin.
Terceiro, o nível de invalidação fica próximo a 63 mil dólares. Queda abaixo desse patamar indicaria retomada da tendência de baixa.
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