O preço do petróleo registrou alta de quase 30% nesta semana, em meio ao conflito no Oriente Médio que está interrompendo boa parte dos fluxos de hidrocarbonetos do Golfo. O barril de Brent encerrou o dia em 92,69 dólares, com alta de 8% frente ao dia anterior e ganho de 27,88% na semana. O WTI fechou em 90,90 dólares, elevação de mais de 12% na sessão e 35,63% na semana.
A paralisação do tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial, é o principal fator por trás do movimento. Economistas destacam que o mercado passa de avaliação de riscos geopolíticos para distúrbios operacionais concretos, elevando a tensão a cada dia de fechamento do estreito.
Entre os protagonistas estão Estados Unidos, Irã e grandes banks que analisam o impacto. O presidente americano divulgou declarações exigindo uma capitulação do Irã, o que intensifica as especulações sobre desdobramentos. Economistas do JPMorgan e do UBS apontam que os preços já refletem incertezas de curto e longo prazo.
Medidas adotadas
Alguns países do Golfo reduziram o ritmo de atividade, com o Iraque diminuindo o fornecimento em cerca de 1,5 milhão de barris por dia e o Kuwait reduzindo a exportação por limitações de armazenamento e refino, segundo especialistas do JPMorgan.
A China orientou suas grandes refinarias a suspender exportações de diesel e gasolina para evitar escassez, conforme informações da Bloomberg. Na prática, o abastecimento de Nova Délhi também é afetado pelo conflito, com o governo dos EUA autorizando, por um mês, o fornecimento de petróleo russo a Índia, sujeito a sanções.
A Marinha dos Estados Unidos disse que irá escoltar navios mercantes que tentarem cruzar o Estreito de Ormuz quando houver condições, segundo o secretário de Energia do país. Analistas ressaltam que esse passo pode facilitar a retomada do tráfego, mas não ao nível anterior à guerra.
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