O barril de petróleo ultrapassou a marca de 100 dólares pela primeira vez desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022. O Brent, referência na Europa, chegou a 114 dólares no início do pregão desta segunda-feira, com alta de quase 23% em relação a sexta-feira. O WTI, petróleo dos EUA, operava próximo de 114 dólares, com avanço de cerca de 25%.
Durante a manhã, as cotações chegaram a recuar para perto de 100 dólares, após o jornal Financial Times informar que membros do G7 estudavam liberar reservas estratégicas para aliviar a pressão nos mercados. A notícia fez o mercado reduzir os ganhos momentaneamente.
O preço do Brent para entrega em maio superou 90 dólares na sexta-feira, pela primeira vez desde abril de 2024, antes do início do conflito irânico. Nesses dias, o preço chegou a subir significativamente em meio ao acúmulo de tensões na região.
Bancos e analistas acompanharam a repercussão global, com quedas iniciais em bolsas da Ásia e da Europa, refletindo a continuidade dos conflitos no Oriente Médio e a resistência do Irã, que anunciou neste domingo Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do país.
Contexto de oferta
Entre os motivos, permanece a preocupação com o possível bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz, rota estratégica que conecta o Golfo Pérsico ao Omã. Em condições de paz, cerca de 20% do comércio mundial de petróleo trafega pela via.
Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos reduziram a produção à medida que os tanques de armazenamento se enchem, diante da menor capacidade de exportação. Ataques a instalações de petróleo e gás pelo Irã, Israel e EUA também elevam as preocupações com o abastecimento.
O repasse de custos para combustíveis aumenta gradualmente, contribuindo para pressões inflacionárias. As economias asiáticas, mais dependentes de importações do Oriente Médio, sentem o efeito em setores diversos, com impactos potenciais sobre receitas e consumo.
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