Desde o fim deste ano, a União Europeia começa a exigir rastreabilidade mais rigorosa de commodities associadas ao desmatamento, incluindo madeira. A IKEA, gigante sueca de móveis, precisa adaptar suas cadeias de suprimento a essa regra.
A empresa recebe madeira de mercados internos e externos, com fornecedores relevantes na Polônia, Lituânia, Suécia e China. No exercício fiscal de 2025, a IKEA processou quase 15 milhões de metros cúbicos de madeira.
A fabricante afirma comprometimento com práticas florestais responsáveis e que grande parte de sua madeira possui certificação ou é reciclada. A EUDR impõe geolocalização de origem para commodities ligadas ao desmatamento pós-2020, mesmo para produtos importados.
Desafios de implementação e prazos
Apesar de a data de início estar definida para 31 de dezembro de 2026, há incertezas sobre requisitos específicos e simplificações em revisão para 2026. Fontes públicas indicam que empresas enfrentam dificuldades com rastreabilidade devido à complexidade das cadeias de fornecimento.
Especialistas ouvidos destacam que a rastreabilidade pode representar vantagem competitiva ao reduzir riscos. A EIA aponta que o regulamento pode elevar o padrão de compliance, mesmo diante de atrasos já ocorridos.
Parcerias e perspectivas de governança
A IKEA mantém parceria de longa data com a WWF para promover manejo florestal responsável. A organização sustenta que dados de rastreabilidade ajudam fiscalização independente e transparência na cadeia de suprimentos. Observadores destacam a necessidade de sistemas nacionais de rastreabilidade para ampliar o acompanhamento.
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