O fundador da gestora de investimentos Reag, João Carlos Mansur, prestou depoimento nesta quarta-feira, 11, à CPI do Crime Organizado. Ele confirmou que a Reag prestou serviços ao Banco Master, mas negou irregularidades nas transações com a instituição financeira. A sessão ocorreu em Brasília.
Segundo Mansur, o Banco Master era apenas mais um cliente entre outros bancos e empresas. Ele mencionou que a relação era normal e não houve ligação com atividades criminosas da estrutura que envolve o Master. A defesa também alegou inexistência de associação com o PCC, com base em documentos apresentados pelo advogado.
A investigação da Polícia Federal já indicou que o PCC investiu bilhões em fundos de investimentos, incluindo a Reag, que foi liquidada pelo Banco Central em janeiro deste ano. Mansur disse que a administração da Reag era independente, com governança de alto nível, e que a empresa enfrentou pressão do mercado por ter esse perfil.
Quebra de sigilos
A CPI aprovou a quebra dos sigilos fiscal, telefônico e telemático de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, preso por envolvimento nas fraudes do Master. Também foi autorizado o acesso aos dados de Luiz Philippi Moraes Mourão, conhecido como Sicário, apontado como operador de um grupo de ameaça e coação.
Outras convocações
Foram aprovados requerimentos para ouvir servidores do Banco Central que teriam sido aliciados por Vorcaro para obter informações sobre a liquidação do Master. Também deverão depor investigadores da Polícia Federal e militares que integravam o grupo ligado a Sicário, além de outras informações sobre o caso.
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