A Casa Branca confirmou que os Estados Unidos vão liberar parte de suas reservas estratégicas de petróleo para tentar reduzir o preço dos combustíveis. A medida deve ocorrer em meio à alta recente nos preços da gasolina, que já chega a mais de 3,50 dólares por galão em várias regiões.
O anúncio foi feito pelo secretário de Energia, Chris Wright, em nota oficial. Segundo a pasta, a liberação envolverá 172 milhões de barris e integra um esforço coordenado com a Agência Internacional de Energia (AIE). A operação deve se estender por cerca de quatro meses.
Trump havia mudado de posição em poucos dias, sinalizando apoio à medida para estabilizar o mercado global. Em entrevista a WKRC, ele disse que reduzirá temporariamente o volume das reservas para baixar os preços.
Contexto e desdobramentos
Durante comício em Kentucky, o presidente afirmou que a AIE coordena a liberação recorde de 400 milhões de barris de reservas nacionais ao redor do mundo. Conforme o conteúdo divulgado, a decisão de lançar 172 milhões de barris não detalha a quantidade a ser vendida a cada momento.
O secretário Wright indicou à Fox News que o uso das reservas busca responder à pressão sobre os preços enquanto o fluxo de petróleo global é afetado por tensões no Oriente Médio. Em seguida, Wright mencionou a expectativa de recuperação gradual no tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
Contexto técnico e histórico
As reservas estratégicas dos EUA somam cerca de 415 milhões de barris, parte de uma capacidade total de 713,5 milhões. O estoque está distribuído em depósitos no Golfo do México, com conexão direta a grande parte das refinarias do país. A liberação pode levar dias até chegar aos mercados, com estimativas diversas sobre a velocidade de venda.
A reserva foi criada após o choque de 1973 para reduzir a volatilidade dos preços. Em ocasiões anteriores, já foi acionada em 1991, 2005, 2011 e 2022, sempre em situações de crise ou risco para o abastecimento.
Observações finais
Equipes administrativas de Trump discutem impactos eleitorais da medida, especialmente diante de críticas a políticas migratórias e a gestão de custos com energia. A atuação busca equilibrar impactos econômicos internos e atender a pressões internacionais que influenciam o preço do petróleo.
Entre na conversa da comunidade