Silvio Tini passou a ser o segundo maior acionista do GPA, em parceria com sua empresa de investimentos, a Bonsucex. O grupo passa a deter 23% do capital da varejista, acima dos 22,5% do Casino, segundo informou o GPA ainda hoje. O maior acionista continua sendo o Grupo Coelho Diniz, com 24,6%.
O movimento marca a entrada de um dos maiores investidores individuais da Bolsa, cuja atuação envolve participações de longo prazo em companhias como Alpargatas, Bombril e Paranapanema. A posição relevante no GPA foi iniciada em novembro, quando o investidor começou a montar participação significativa.
Desde o início, as ações do GPA registraram queda acumulada de quase 40%. Hoje, o papel recuou 8% após a venda de um bloco por um grande investidor no encerramento do pregão. Analistas indicam que Tini atua como comprador marginal na ação.
Cenário de reestruturação
Credores da companhia, que entrou em recuperação extrajudicial nesta semana, veem o movimento de Tini como aposta de que a reestruturação da dívida pode recuperar o valor de mercado da empresa. A discussão envolve aumentar o capital ou diluição de participações via conversão de dívidas em equity.
Segundo fontes do setor, as negociações entre GPA e seus assessores ainda não tiveram início formal. O objetivo é negociar termos que distribuam o peso da recuperação entre acionistas e credores, com eventuais impactos sobre a participação societária.
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