JPMorgan aponta divergência entre fluxos de ETF de Bitcoin e ouro desde o início da crise no Irã. Em nota a investidores, o banco mostra que o Bitcoin vem ganhando força enquanto o ouro recua, invertendo o comportamento tradicional de ativos de proteção.
Segundo a análise, desde 27 de fevereiro, o maior ETF de ouro, GLD, registrou saídas de cerca de 2,7% de seu patrimônio, enquanto o IBIT, ETF de Bitcoin da BlackRock, teve entradas de aproximadamente 1,5%. A leitura é de reversão de tendência.
A equipe de JPMorgan, liderada pelo diretor-gerente Nikolaos Panigirtzoglou, destaca que esse movimento marca uma mudança no apetite por risco entre investidores institucionais e varejo, com maior preferência por exposição direta ao Bitcoin.
Os dados sugerem que o ouro continua visto como proteção, mas o fluxo para o Bitcoin mostra uma rotação de capital para ativos digitais, ainda que a volatilidade do mercado de criptomoedas permaneça elevada.
Além disso, o relatório aponta que o interesse institucional por derivativos permanece cauteloso. Enquanto os fluxos para ETFs sobem, fundos de hedge reduzem exposição direta ao Bitcoin.
O texto indica que o cenário pode favorecer o Bitcoin como hedge relativo a crédito externo, com investidores diversificando com ETFs de criptomoedas, mesmo diante de volatilidade macro.
Quanto aos impactos de curto prazo, o Bitcoin tem mostrado resistência, mantendo-se acima de patamar importante e sinalizando possível ajuste positivo caso os fluxos continuem estáveis.
Roteiro futuro: se as entradas nos ETFs permanecerem em ritmo próximo de 1,5%, o Bitcoin poderia testar novas resistências, enquanto uma piora no cenário macro pode sustentar o suporte próximo a US$ 64 mil.
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