Bollinger, casa de champanhe de Aÿ, anunciou avançar com a transformação de suas instalações, começando pelo novo cellier inaugurado na sequência de seu plano de 2018. A notícia, acompanhada de apresentação da Grande Ano 2018, marca o início de uma metamorfose prevista para culminar no bicentenário da marca.
Entre as novidades, está a construção de um cellier que recebe até 5.000 barris e o desenvolvimento de um circuito de enoturismo. A empresa também prevê transformar a casa da família, a Dueil, em um hotel boutique com 20 quartos, com inauguração prevista para 2028. O movimento faz parte de uma estratégia de longo prazo até 2030.
A Bollinger mantém produção estável nos últimos anos, ficando entre 2,5 milhões e 3 milhões de garrafas por ano, o que corresponde a aproximadamente 1% da champanhe mundial. A empresa reserva vagas para recrutamento de um mestre de cave, posição-chave para a marca.
Segundo o diretor-geral Charles-Armand de Belnet, a mudança de foco ocorreu em 2018, quando a Bollinger retomou o contato direto com grandes clientes por meio de um clube próprio. O Club Bollinger, hoje com cerca de 100.000 membros, passou a orientar maiores investimentos em experiências de venda ao público.
A decisão de ampliar o turismo vínico recebeu apoio de referências internacionais. A aposta visa que, a médio prazo, as experiências passem a responder até 30% do faturamento das grandes casas, com exemplos observados no exterior. O UNESCO, em 2015, destacou os vinhedos e caves da região, impulsionando o turismo.
A gestora aponta ainda que o plano, iniciado em 2018, foi estruturado ao longo de doze anos, com ajustes frente a inflação, custos de energia e matérias-primas, variações no preço do raisin e tensões globais. O objetivo maior permanece a celebração do bicentenário da Bollinger, em três anos.
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