Bill Ackman avança com a proposta de levar a Pershing Square à bolsa, associando um novo fundo fechado a uma estrutura de capital permanente. A operação pode levantar até US$ 10 bilhões e busca ampliar a base de investidores.
A ideia é criar ações da Pershing Square USA (PSUS). Para cada 100 ações, o investidor recebe 20 ações da Pershing Square Inc., deixando o fundo com capital mais estável e menos sujeito a resgates.
Ackman vê o movimento como marco estratégico para transformar a Pershing Square em uma versão moderna da Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, com foco de longo prazo e seleção de vencedores.
A proposta surgiu em um momento em que mercados privados ganham espaço, mas já enfrentam volatilidade e pedidos de retirada. O modelo, segundo ele, oferece liquidez ao vender ações, não por resgate direto ao gestor.
Entre os detentores de parte do IPO estão investidores institucionais, como planos de pensão e seguradoras, segundo documentos regulatórios, com participação de BTG Pactual entre os cotistas.
A Pershing Square Holdings Ltd., fundo listado em Londres, é negociada abaixo de seu valor patrimonial, e o mercado avalia se o IPO americano trará liquidez adicional e devolução de valor ao acionista.
O caso ressalta que Ackman já enfrentou falhas anteriores ao tentar listar grandes veículos de investimento, promovendo agora uma mudança de estrutura para sustentar o crescimento.
A estratégia de Ackman envolve ampliar participação na Howard Hughes para 47%, parte de um plano maior de consolidar ativos e iniciar participação controladora em negócios diversos.
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