O grupo Simpar informou um aumento de capital de até R$ 3,4 bilhões, com o BNDES comprometendo até R$ 1,35 bilhão por meio de seu braço de participações. A medida visa acelerar a geração de caixa e a redução da dívida, após anos de expansão.
Segundo o presidente e CEO Fernando Simões, a fase de investimento intenso chega ao fim e a empresa passa a “fazer mais com menos”. A estratégia envolve substituir parte da dívida por capital próprio.
O anúncio envolve subsidiárias como Movida, Vamos e JSL, além das sete empresas do grupo. A operação ocorre após a aprovação de um novo programa de recompra de ações em 9 de março.
Contexto financeiro e desdobramentos
O Citi avaliou a operação como marginalmente positiva para Movida, Vamos e JSL, destacando maior flexibilidade do balanço, ainda com alavancagem elevada. O Bank of America apontou que o capital reduz riscos após reestruturação de passivos e que o preço de emissão ficou abaixo do valor justo.
Os papéis da Simpar se valorizaram neste ano, embasados pela expectativa de queda de juros no Brasil e pela diminuição de investimentos por parte da empresa. A valorização ainda acompanha ganhos dos títulos em dólar.
No terceiro trimestre de 2025, a alavancagem líquida ficou em 3,5 vezes, frente 3,7 vezes no mesmo período de 2024. Investimentos líquidos somaram R$ 1,1 bilhão, uma queda de 40%. A receita líquida, porém, cresceu 4,8%, para R$ 11,39 bilhões.
A Simpar divulgará seus resultados no dia 30 de março. As informações são da Bloomberg News, com base em entrevista do CEO em São Paulo.
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