Maria Balshaw, diretora titular da Tate, sinalizou oposição à ideia de cobrar entrada de visitantes estrangeiros em museus nacionais do Reino Unido, durante entrevista ao Financial Times. Ela defende que cobrar visitantes de outros países antepõe uma imagem negativa e questiona o compartilhamento global das coleções britânicas.
Balshaw afirmou que uma taxa para turistas não corresponde aos valores dos museus britânicos, que possuem acervos de origem internacional. Ela sugeriu que a arrecadação de serviços aos estrangeiros poderia ser menor que o necessário para sustentar a programação, mantendo o acesso livre para o público local.
A discussão sobre cobrança surgiu após um relatório do Cultural Policy Unit, que aponta dificuldades logísticas e conflitos entre a existência de coleções globais e a cobrança de visitas internacionais. O estudo exemplifica que museus como o British Museum teriam de lidar com visitantes de várias origens sem precedentes de pagamento.
Propostas e desdobramentos
Com o debate em curso, outros participantes defendem cobrança para visitantes de fora do país. A Labour peer Margaret Hodge sugeriu explorar cobranças por meio de um sistema de identificação, para financiar museus e galerias.
Balshaw também destacou a necessidade de ampliar fontes de renda para o setor cultural, incluindo incentivos fiscais a doadores. Ela acredita que benefícios fiscais para doações poderiam fortalecer fundos de endowment dos museus, mantendo a entrada gratuita para o público.
Balshaw deixa o cargo ainda neste mês após nove anos à frente da Tate. A sucessão será anunciada neste verão, com nomes citados como Jessica Morgan, da Dia Art Foundation, e Karin Hindsbo, diretora interina da Tate desde 2023.
Entre na conversa da comunidade