O Banco Mundial passou a reconhecer oficialmente o papel do Estado na indústria, migrando de uma posição de maior liberalização para uma visão que valoriza a intervenção governamental em setores estratégicos. A mudança reflete uma leitura mais completa sobre desenvolvimento econômico e estabilidade industrial.
Segundo o economista-chefe da instituição, a abordagem anterior não se mostrou eficaz em todos os contextos, apontando falhas da ideia de que o mercado, por si só, regula a economia. A nova linha sustenta que a atuação estatal pode estimular setores-chave, proteger empregos e promover desenvolvimento sustentável.
O momento é de crise econômica global, com desafios como transição energética, inovação e desigualdades sociais. Nesse cenário, o Banco Mundial defende maior participação estatal para orientar políticas industriais que favoreçam progresso e resiliência setorial.
A instituição destaca exemplos de países com políticas industriais ativas, associadas a geração de empregos, inovação e competitividade. A intervenção deve ser planejada, coordenada e evitar distorções que prejudiquem a competição justa.
A mudança é apresentada como reconhecimento de que desenvolvimento não depende apenas de liberalização. Políticas públicas ativas, bem estruturadas, passam a ser vistas como complemento essencial ao ambiente de mercado para crescer de forma sustentável e inclusiva.
Fontes: Banco Mundial.
Entre na conversa da comunidade