La empresa Indra convocou um conselho extraordinário para as 15h desta quinta-feira, visando a decisão sobre a possível renúncia de EM&E à integração com a fabricante espanhola. A reunião foi anunciada por fontes com conhecimento do caso.
Escribano Mechanical & Engineering, controlada pela família Escribano, detém 14,3% de Indra e de EM&E. A expectativa é de que os proprietários anunciem a desistência da operação de fusão em curso há mais de um ano.
A SEPI (Sociedad Estatal de Participaciones Industriales) moveu um episódio-chave, enviando comunicado na última hora de quarta-feira pedindo à presidência de Ángel Escribano que renuncie para resolver um conflito de interesse na compra.
Ángel Escribano busca manter-se no posto como CEO, o que poderia facilitar a gestão de conflitos. O Estado detém 28% do capital de Indra, tornando o tema de governança relevante para a empresa.
A indústria observa que a separação da fusão pode complicar a estratégia de Indra de tornar-se um gigante da defesa nacional, competindo com players como Leonardo, Thales e Rheinmetall.
Historicamente, a parceria entre Indra e EM&E já rendeu contratos de artilleria para o Ministério da Defesa, avaliados em mais de 7,2 bilhões de euros, impulsionando a valorização das ações em 2025.
A CNMV acompanha o caso, avaliando se as movimentações podem afetar a transparência e a governança da empresa, em meio a alta volatilidade das ações desde o início da semana.
Entre os acionistas, SAPA, com 7% do capital, tem sido o principal crítico da integração, citando divergências sobre a forma de aquisição e o papel da compra na estratégia da empresa.
Mercado e acionistas
A queda de mais de 10% das ações desde o início dos rumores sinaliza pressão dos investidores. Em fevereiro, o título já recuou após indicações de possível cessação do atual CEO.
Analistas destacam que a interrupção da fusão pode alterar o cenário estratégico de Indra, que buscava consolidar-se como líder na defesa nacional frente aos rivais.
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