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PIB cresce, mas como fica o bem-estar das pessoas?

Baixa desemprego não se traduz em apoio político; empregos precários e renda estagnada ampliam o descompasso entre economia e confiança pública

Desemprego baixo, e daí? Grande parte dos postos de trabalho criados paga pouco e oferece condições precárias. Os avanços são marginais – Imagem: Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas
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O PIB avançou, mas a percepção popular não acompanha. O governo encara o desafio de transformar indicadores econômicos em ganho imediato para a população, segundo análises sobre pesquisas recentes.

Levantamentos de Ipsos-Ipec, Datafolha e Genial/Quaest apontam descolamento entre melhora econômica e aprovação da política pública. Boa parte do eleitorado continua vendo queda ou estagnação.

Pelo menos 42% dos pesquisados pela Ipsos-Ipec percebem piora da situação; 46% veem queda recente segundo o Datafolha. Na Genial/Quaest, 68% consideram a economia pior que 12 meses atrás.

O período de “voto econômico” parece ter ficado para trás. Economistas indicam que ganhos marginais não alteram padrões de consumo ou mobilidade social, limitando o impacto político.

Dois fatores ajudam a explicar: o efeito das redes sociais na polarização e a persistência de juros elevados que elevam o endividamento familiar, mesmo com inflação sob controle.

Para especialistas, o desempenho do emprego não se traduz em apoio ao governo por conta de estrutura ocupacional precária e remuneração baixa, além do papel da imprensa em enfatizar crises fiscais.

A mobilidade social é apontada como entrave estrutural. Pesquisas indicam que a ascensão econômica parece menos acessível, contribuindo para o desânimo entre trabalhadores formais e informais.

Em paralelo, a política de juros altas, herdada de governos anteriores, desperta resistência entre famílias endividadas e freia o consumo, segundo analistas ouvidos pelo portal.

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