O Copom reduziu a Selic pela primeira vez em 2024, em 0,25 ponto percentual, para 14,75%. A decisão ocorreu em meio a alta do petróleo e incertezas globais com o conflito no Oriente Médio. Gestores ouvidos pela Bloomberg News veem espaço para cortes graduais no ciclo.
O recuo veio logo após o Federal Reserve manter as taxas estáveis e sinalizar dúvidas sobre flexibilizações futuras. A leitura entre financiadores é de que o BC adotou um caminho cauteloso, buscando apoio aos ativos locais sem radicalizar a trajetória.
A decisão, liderada por Gabriel Galípolo, pode aliviar a pressão sobre rendimentos de curto prazo e sustentar a demanda por ativos nacionais. O ambiente externo, com tensões geopolíticas, segue influenciando a curva de juros.
Avaliações de economistas e gestores
Pedro Dreux, Occam Brasil Gestão, afirmou que a decisão é apropriada diante da incerteza. A comunicação manteve o tom de continuidade do ciclo, com potencial para reduzir a pressão na ponta curta.
André Muller, AZ Quest, destacou confiança maior de que juros elevados estão desacelerando a economia. Ele espera cortes adicionais condicionados ao cenário, com queda de cerca de 25 pontos-base na curva de curto prazo.
Cristiano Oliveira, Banco Pine, destacou que o início do ciclo em meio à turbulência global reforça a credibilidade do BC. A decisão ficou alinhada com expectativas, sem grandes movimentos no curto prazo.
Brendan McKenna, Wells Fargo, avaliou que o BC deve manter cautela, com o cenário de cortes graduais de 25 pontos-base mantendo-se vigente.
Daniel Tenengauzer, InTouch Capital Markets, prevê apreciação do real e recuo maior dos rendimentos de longo prazo em relação aos de curto prazo após o corte.
Dan Pan, Standard Chartered, classificou o corte de 25 pontos-base como meio-termo prudente, sinalizando riscos inflacionários que podem influenciar próximas reduções e a trajetória de flexibilização.
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