Gemini Crypto está sendo processada em regime de ação coletiva ajuizada em tribunal federal de Manhattan. Os acionistas alegam que a exchange mentiu aos investidores durante o IPO de setembro, ao prometer expansão global e crescimento de usuários, e que, após captar recursos, mudou abruptamente de estratégia para mercados de previsão e cortes de custos.
Segundo a ação, a Gemini e os irmãos Winklevoss teriam apresentado um “growth story” no IPO, mas abandonaram rapidamente a narrativa assim que o dinheiro entrou. A cotação chegou a atingir cerca de 40 dólares após o IPO e recuou para aproximadamente 6 dólares, uma queda de cerca de 80%.
O que mudou após o IPO
A denúncia aponta que, em novembro, executivos ainda promoviam mercados globais, mas, em fevereiro, ocorreu a reestruturação com o lançamento do Gemini 2.0, foco em mercados de previsão e redução de 25% da força de trabalho. Em seguida, a empresa encerrou operações em territórios como UE, Reino Unido e Austrália.
Alegação central
Os autores argumentam que a mudança de estratégia não foi resposta a condições de mercado, mas uma decisão previamente planejada que tornou as informações do prospecto enganosas desde o início. Caso haja contradições entre comunicações internas e o material do IPO, a gravidade aumenta.
Contexto regulatório e impacto
Especialistas destacam que o ambiente regulatório não favorece esse tipo de argumento em ações movidas com base em leis de valores mobiliários. A disputa envolve se investidores foram vendidos com um modelo de negócio já em abandono, distinto de disputas anteriores sobre valores não registrados.
Panorama da negociação
A ação ressalta que a transição para mercados de previsão representa um ajuste em um mercado-alvo amplo, mas com perfil mais especulativo. Enquanto isso, a performance da empresa no mercado de ações reflete esse recuo e a reavaliação de metas, conforme o histórico desde o IPO.
Entre na conversa da comunidade